Futebol é improviso. Uma imagem dessa não nos deixa mentir.

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Conheça os pôsteres de todas as cidades-sede da Copa 2014. 

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Há em Madrid uma loja completamente dedicada ao futebol. É a Futbolmania. Ela tem quase 700m² e fica bem no centro da cidade. Foi reformada recentemente e ganhou até dois campinhos no meio dos produtos.
A ideia do projeto é não ser apenas um lugar de compras, mas de experiências ligadas ao jogo e seus ídolos. Eis aqui o site a loja.

Há em Madrid uma loja completamente dedicada ao futebol. É a Futbolmania. Ela tem quase 700m² e fica bem no centro da cidade. Foi reformada recentemente e ganhou até dois campinhos no meio dos produtos.

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O dom do Dom

Nublado, o céu chorou.

E sob lágrimas, o sábado se vestiu de melancolia.

Aquela tarde de outubro parecia pressentir que seria a moldura final da obra de um artista.

Um artista plástico.

A perna esquerda do garoto pobre foi a ponte para uma vida longe das favelas. Foi ela quem levou o pequeno Diego à escada dos imortais.

E lá, Maradona se eternizou desde o primeira dia em que pisou em um campo de futebol. Vindo da plebe, ousou colocar em dúvida toda uma Monarquia.

Driblava com uma soberba jamais vista. Inventava espaços onde a bola mal cabia.

E quando ela cabia em qualquer lugar, ele dizia: – “Vai ali, no peito do atacante. Sem pressa, com calma”. A bola, claro, obedecia.
 
Maradona era a contradição pura do esporte moderno, que exigia um atleta completo, em forma.

Sobretudo, calado.

Com a camisa 10 apertada, muitas vezes denunciando uns quilos a mais, ele jogava futebol com apenas uma perna: a esquerda.

Mas sempre com a direita, companheira fiel, ao lado, correndo e se perguntando por que não tinha sido a escolhida.

Nos microfones, Maradona era sempre Diego.

E Diego era Maradona.

Falava sem pensar. Mas também pensava para falar.

Foi a alegria de muito repórter.

Desafiou a FIFA.

Tornou-se amigo íntimo de Fidel Castro e fã incondicional de Che Guevara.

Era esquerda também no pensamento.

Mas em campo sempre fez tudo direito. Maravilhosamente direito. Perfeito. 

Fora dele, a vida conturbada. Mas como já escreveu o uruguaio Eduardo Galeano, “Maradona foi o melhor de sua época apesar da droga e não por causa dela”. 

E naquela tarde de outubro, vendo o choro cair do alto e os aplausos virem das arquibancadas, Maradona cansou.

Cansou de correr, de vencer. De perder. 

Depois de ajudar o Boca Juniors a vencer o River Plate, em pleno estádio Monumental, ele quis ser apenas Diego.

Mas nunca conseguiu. Saiu dos gramados para ser gênio apenas na História.
Maradona vive na memória de quem ama futebol.

É personagem dos principais no filme do esporte.

Está no roteiro, que escreveu que no dia 25 de outubro de 1997 Maradona teria que pendurar as chuteiras.

O céu já sabia. E chorou. Assim como todos nós. 

*Texto de Bruno Formiga, originalmente publicado no blog do Juca Kfouri, sobre a última partida oficial de Maradona.

Linda capa da revista El Gráfico.

Linda capa da revista El Gráfico.

30 de outubro é aniversário de Maradona, personagem que transbordou as barreiras do futebol. Figura polêmica, emblemática. Um anti-herói em todas as definições. Aqui, um dos momentos mais marcante da trajetória do ex-camisa 10: A estreita relação com Fidel Castro.

30 de outubro é aniversário de Maradona, personagem que transbordou as barreiras do futebol. Figura polêmica, emblemática. Um anti-herói em todas as definições. Aqui, um dos momentos mais marcante da trajetória do ex-camisa 10: A estreita relação com Fidel Castro.

A origem da palavra torcedor

No Brasil, a palavra torcedor vem, na verdade, de torcedora. Isso mesmo.

Segundo o sociólogo Maurício Murad, numa crônica do início do século XX, o escritor Coelho Neto disse que mocinhas torciam seus lencinhos de renda pelos jogadores preferidos dentro de campo, também pensando neles como pretendentes.

Essas mocinhas receberam o nome de torcedoras e, em outras crônica, a expressão acabou se estendendo a todos no estádio. 

Só aqui a expressão está relacionada ao futebol. Na Itália, torcedores são tiffosi (aqueles que sentem febre pelo seu time). Na Argentina e Espanha são os hinchas (que vem de inchar, sentir o corpo mudar).

Drible da Vaca também é cultura. 

Maradona fez uma das maiores partidas da carreira contra o River Plate, em 1981. Um clássico para a história. E a foto aí é do momento exato do golaço anotado pelo camisa 10. Neste vídeo (clique aqui) é possível conferir o flash que resultou na imagem. Muito legal. 

Maradona fez uma das maiores partidas da carreira contra o River Plate, em 1981. Um clássico para a história. E a foto aí é do momento exato do golaço anotado pelo camisa 10. Neste vídeo (clique aqui) é possível conferir o flash que resultou na imagem. Muito legal. 

O gol olímpico

Essa vem do ótimo blog Memória do Futebol: A origem do gol olímpico.

No dia 2 de outubro de 1924, mais de 30.000 pessoas testemunharam um feito que se transformou num marco do futebol argentino e mundial. Cesáreo Onzari, um ”interior” esquerdo que jogava no Huracán, marcou um gol diretamente da cobrança de um escanteio. Foi num amistoso entre Argentina e Uruguai, o então campeão olímpico. O gol inédito ficou marcado e, desde então, cada gol feito como “Onzari nos olímpicos” (por causa do título celeste nos jogos de Paris) passou a ser denominado “gol olímpico” em toda a América e em alguns países da Europa.

O curioso nessa história é que até junho daquele ano não eram permitidos gols marcados diretamente da cobrança de escanteio. A regra foi modificada pela International Board, órgão que define as regras do futebol, no dia 14 de junho de 1924. E segundo relatado pelo árbitro da partida, a mudança na regra ainda não chegara ao conhecimento da Associação Uruguaia. No entanto, um jornal da época assinalou que a mudança já era conhecida há 15 dias pelos dirigentes do futebol argentino. Portanto, o gol foi validado sem que o árbitro conhecesse a mudança na regra.

Futebol é isso aí. Está em qualquer lugar. E temos uma camiseta que traduz o conceito. Confere aqui.

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